Sábado, 11 de Julho de 2009

O que me faz...



May bebê. Crédito para a foto de Turí.

- O que me faz ser capaz de ter as minhas próprias respostas?


- A ausência do medo de errar...
Se tenho medo de errar, nem dou o primeiro passo. Vou dando voltas em torno do que já sei...e me repito indefinidamente. Nada de correr risco...
Fazer algo novo? Nem pensar.
Esta não sou eu.
Sou um pedaço de frase, uma possibilidade de me transformar num desenho ou descobrir um caminho que ainda não fui...
Olhar este por do sol lindo e colorir minhas frases que ainda estão por vir...
Amém!

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Recados...


Lekeitio - Crédito para a foto de Turi.

Estamos sempre deixando um recado...
- Qual é o seu para hoje?

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Linhas...


Este foi o entardecer de ontem...

Linhas...de chegada? Sim. E também pode ser de partida...

Linhas de desenho, de costurar, do horizonte, de crochê, do destino, linha d’água e linha de trem? Esqueci de alguma? Inclua aqui também...
Mas hoje, fiquei muito feliz. Ao visitar um blog indicado pela Juliana Sardinha, no Twitter. Qual o assunto? Trens... Pois é, Caio colocou imagens belíssimas de trens. Ah, por que gosto de trem? Vivi grande parte da minha vida morando na frente de uma estação de trem, minha vó morava perto da linha de trem. E quando você é criança adora estas proximidades. Máquinas enormes e o maquinista dirigindo aquele poder todo... Isto mexe com a imaginação infantil. E depois por mais que brincar na linha de trem seja perigoso, criança não tem a percepção do adulto. Para ela a vida é um mar de exploração sem fim... E haja barco, navio, porque ele vai navegar...Então, todo cuidado é pouco. Ah, e isto não é só para quem mora perto de linha de trem. Toda mãe cuidadosa sabe disto...

Agora, lembrei mais um tipo de linha. A de conduta. Aquela que quando somos adolescentes, fazemos questão de ignorar, enfrentar, transgredir...Faz parte do crescer. Isto é só uma fase. Ainda bem. Mas existem pessoas que não desistem e carregam pela vida afora. Dizer “palavrão” é uma delas. Os meus pais não permitiam que se falasse na presença deles. Nunca investiguei se longe podia. Mas se no lugar onde vive, não se ouve no dia-a-dia,
as crianças não vão falar. Não vão repetir. Para ser mais clara: não há o que imitar...
E assim, tenho algumas coisas engraçadas sobre o assunto. A minha mãe fez a seguinte sugestão: “Por que vocês não usam um nome de santo em vez do “****”? Criança não é brincadeira e lá fomos nós experimentar...(risos). Usando aqueles nomes incomuns de santos. Não deu muito certo, mas memso assim não foi liberado.
Quando morei em BH, a rua que tinha uma ladeira enorme... Moramos bem no meio e manobrar carro, não era brincadeira. Um certo dia, rua movimentada e não é que um bêbado achou de parar bem no meio? E os motoristas brigavam com ele e nada. Só olhava para o lado e dizia: “****!”
Estava na janela e dei jeito de sair logo. Vai que o danado me via e me mandava também? Quem gosta de ser exposto ao ridículo em pleno meio dia por um pudim de cachaça? Fui..
Pois é, tempos depois vi situação se repetir. João Gordo, que trabalha na MTV, usava ****. E ele enchia a boca para falar. Sabe aquela vergonha que você tem para quem está falando? Tenho. Não consigo evitar. E a mesma coisa acontece hoje ao ler as pessoas dizendo a mesma coisa...
Nem vem me dizer que é careta não dizer palavrão. Quem não diz quando machuca? Um bom PQP! Alivia a dor e a raiva. Mas dizer **** de grátis? É uma agressão? É sim. E é inconveniente? É sim. Por escrito, pior ainda. Não é preconceito. É que o dono, quer dizer, que disse não pensou, escreveu....#pronto falei!
Se voou publicar este texto? Estou pensando...@&*+#% se é conveniente...
E o dia do *****! Fiquei com a maior vergonha. Mas como já disse “já passou”. Foi uma brincadeira infeliz...
E quer saber mais? Fiquei chocada quando vi cantada... Tem gente que não se importa. Tem gente que contiua em choque(eu). E não vai ser ouvindo e lendo todos os dias que vou me acostumar e aderir. Se pode ser particular, por que tornar público? Uma questão de gosto? Não. De comportamento...

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Em que você acredita?


Lekeitio - Credito para a foto de Turi.

Em que você acredita?...

Temos algumas crenças que dirigem e ordenam nossas vidas, certo?
Crença em Deus, em posturas internas e externas, em modo de vida em valores, etc. Mas existem umas crenças que aparecem não se sabe de onde e todos acreditam piamente, sem uma crítica que seja e embarca nela. Pois não foi assim que segui como uma cega, ao “os postos se atraem”? Creio que isto vale para compostos químicos, para pessoas não é uma atitude muito inteligente. Tinha uma ligeira desconfiança e agora uma certeza, lendo “...a gente só gosta de quem se parece com a gente.” Dito por Mário Quintana, numa entrevista a Edla van Steen no volume 01 do Viver&Escrever. Assim, fico feliz em perceber que as minhas escolhas contam a minha história e as minhas crenças também. E se houver alguma coisa errada pode-se rever o script e consertar a história, antes que o lobo venha...
Cada um de nós tem um jeito de pensar. A lápis, a caneta, a bic, a teclado... E o que pensamos nos organiza por dentro e por fora. Vamos experimentando nossas crenças. Umas dão certo, outras não... Somos orientados pelas nossas crenças, a princípio herdadas e depois por conta própria. Como “não podemos ensaiar a vida” vamos errando por aí. Bom não é, mas é confortável saber que não somos os únicos...
E depois com o tempo, vamos descobrindo que isto de ser perfeccionista é só mais uma forma de se autodenominar. Uma tortura a mais que inventamos, para depois abandonarmos. Coisa imprestável que não ajuda nosso estar por aqui...
Ah, isto é uma das boas coisas que nos acontecem. Inclusive a de não ser tão sério...
Vale brincadeiras, nem que sejam umas risadas na hora errada, um tombo imprevisto... Sabe como é? São possibilidades que a vida te oferece e se você tiver um pouco de leveza, vai deixar acontecer. E pensar no dia seguinte “Nossa como foi isto mesmo?” Já passou... e você pode sorrir sozinho pensando na situação... “Nem acredito...”

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Viagem imaginária...


Crédito para a foto de Aixa e Turi

Imaginação...

Usamos a imaginação para fazer um texto, compor uma música, fazer uma viagem imaginária...Quem nunca fez uma? A mais linda que experimentei foi a descrita por Violet Oaklander em seu livro: Descobrindo Crianças. No primeiro capitulo chamado Fantasia ela começa: “Daqui a pouco pedirei a todos vocês no grupo que fechem os olhos, vou levá-los para uma viagem imaginária de fantasia. Quando tivermos acabado vocês vão abrir os olhos e desenhar alguma coisa que esteja no fim da viagem. Agora, gostaria que vocês ficassem o mais confortável possível; fechem os olhos e entrem em seu espaço. Quando você fecha os olhos, existe um espaço onde você se encontra. É o que chamo de SEU espaço. Você ocupa esse espaço nesta sala, ou em qualquer lugar que esteja, mas geralmente não o nota. Com os olhos fechados, você consegue ter a sensação desse espaço – onde seu corpo está, e o ar que está em volta de você. É um lugar gostoso de estar, porque ele é o SEU lugar, o SEU espaço...” E ela prossegue dando as instruções, mandando prestar atenção na respiração. Pede para dar algumas respiradas bem profundas. Deixar o ar sair com um som: haaaaaaah. E conta uma pequena história. E foi a fantasia mais fantástica e mais linda que já experimentei...
Não me lembro porque comprei este livro. Por causa do título? Porque estava precisando encontrar com a minha nenininha interna? Porque precisava encontrar a minha parte que foi um dia abandonada? Pode ser tudo isto. Na época estava muito interessada na gestalt. Tinha lido o livro da Barry Stevens: “Não aprece o rio, ele corre sozinho” que prefaciou o livro(e só notei agora). E como diz a Luma “uma boa idéia leva a outra” e tenho que concordar com ela. Pura verdade.
E leia aqui o final do prefácio: “Este livro pode ser uma janela para a criança dentro de você, bem como para as crianças com quem você está.” Barry Stevens – Junho de 1978.
Ah, janelas? Adoro janelas para o mar, jardim, ruas e fiquei na maior pena do personagem quando li no livro de Mário Benedetti: A Trégua “O que eu não suportava mais era a parede em frente ao meu escritório, a horrenda parede...” Pude compreender a angústia do personagem. Que teve que sair para a rua e procurar o ar livre e o horizonte...

Domingo, 21 de Junho de 2009

E por falar em Inverno...


Pensar no iverno, está implícito em mudança de temperatura que para alguns tornas-se um desconforto e para outros um bem estar. Vamos observando também a mudanças das cores no céu das roupas usadas que podem seguir as tendências da moda ou o gosto pessoal.
Dependendo do lugar onde moramos o frio pode lembrar, cobertor, lareiras, janelas embaçadas onde se pode até escrever mensagens...Ah, e o calor de uma lareira pode ser além de aconchegante, romântico, amigável...
Comecei o dia lendo o texto da Sam. O assunto? Livros. Quer companhia melhor para o frio? Um amor, lógico! Junto com o livro, melhor ainda.
Mas, fazer um comentário tão grande e ainda por cima errar na hora de mandar, fiquei com pena. Assim, trancrevi aqui...

"Bom dia Sam!
Um belo comesço de inverno para você. Hoje vi no Globo Rural uma reportagem sobre queijos na Suiça gelada. Nosso inverno é mais, vamos dizer, mais calmo.(risos)

Mas começar a ler sobre indicação de livros logo de manhã, para mim é um presente. Já anotei o nome do livro e da autora. Não vou comentar sobre o assunto sobre o qual você disse estar curiosa. Vamos ver qual a sua avaliação do livro…
E por falar em livro, estou sempre lendo 02 ou 03 livros de uma só vez. E vamos a eles: A Nova Mulher-Marina Colasanti. Um livro escrito em 1980 mas que continua atual. O segundo é a Trégua-Mario Benedetti que estou no começo. Mas achei interessante uma frase escrita na última capa “Um grande amor pode ser uma trégua na vida”. Instigante, não?
O último, já comecei mas estou só no pricípio: Eduardo Galeano – O teatro do bem e do mal.
O que me chamou a atenção foi um comentário sobre o livro: “Como Heródoto, Galeano converte a história coletiva em oráculo.” (Gregori Rabassa, The Guardian)
Ah, os 02 últimos livros são da L&PM POCKET. Muito bom porque podemos levar para qualquer parte…
Sam, não posso escerver mais. Está se tornando um post. Mas faltou comentar sobre a primeira indicação. Vou continuar o assunto no Blog Linha…
Beijos.
Anny."

Sábado, 20 de Junho de 2009

No último dia do Outono...



No último dia de outono...

Comecei a pensar que esta é uma boa época para limpar meus armários e descartar muitas coisas inúteis que deixei espalhadas pela casa, pela vida...
Já que o tempo vai mudar, aproveitei a ocasião. Logo cedo, fui fazendo o trabalho. Fiquei animada. Deixei o guarda-roupa cheiroso. Pronto para ser habitado pelas roupas limpas e cheirosas que lavei hoje.
Enquanto isto pensava e pensava. Sabe que esta é a melhor hora para organizar pensamentos e fazer textos mentais. É verdade que a maioria desaparece no meio do caminho, mas boa parte deles chega ao destino: escrita. E isto com muitos cortes e ajustes. Tal qual uma roupa a ser feita. Faz o molde e vai seguindo os passos. Corta, costura, prova. Se não está bom, desmancha e faz de novo e de novo. Até que pode acertar sem prova. Não é sempre e nem regra.
Até que gosto das cores do outono, mas o amanhecer e o anoitecer já não está tão bonito. Sabe, aquele nevoeiro? Fica lá onde o sol nasce. Para que as fotos fiquem bonitas, precisam ser feitas antes do sol nascer. Uma reportagem afirmou que é produto da poluição. Vamos ver se haverá mudanças com a mudança de estação...
O que é possível agora, são fotos do por sol. Cada vez mais coloridas e bonitas. Uma festa para os olhos...
E amanhã começa o inverno. Bem que gosto dele por aqui. Dias menos quentes e roupas mais bonitas...
Acabei de tomar banho, mas hoje ainda está quente. Por favor, um ventilador!!! Para não derreter minha paciência e meu bom humor.
Devidamente ventilada continuo a prosa. Que há de novo por aí? Não pude ter acesso à internet, com a famosa frase: “Página não encontrada.” Assim, continuei escrevendo. Até que cheguei aqui e resolvi descobrir o que estava acontecendo. Liguei até para o provedor e nada. Até que me lembrei que tinha desligado...
Ah, acontece, né?
Então até mais até “Quando o inverno chegar...”
Uma foto do amanhecer e de um por do sol do outono...
Beijos.
Anny(@Annyllinha)

Livros Lidos

  • A face oculta de Nova York - Paulo Polzonoff Jr
  • Coisas da Vida - Martha Medeiros
  • A Poética do Espaço - Gaston Bachelard
  • Antologia Poética - Carlos Drummond de Andrade

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Uma frase

Amar é uma escolha. Alessandro Martins

"Não há que ser forte.Há que ser flexível."

A flexibilidade é um salvador da pátria. E amanhã resolvo este assunto. Agora vou dormir.